quarta-feira, 30 de julho de 2008



VOCAÇÃO DOS LEIGOS


Talvez as vocações sacerdotal e religiosa não sejam de difícil compreensão para os cristãos. Certamente pela importância, pelo destaque sempre continuado dado a elas na história do cristianismo.
Porém, não há como imaginar e sustentar o cristianismo ou a Igreja sem a participação efetiva dos leigos. Há uma complementariedade simples e absoluta. Se por um lado pensarmos numa hierarquia de serviço, e não de poder, podemos colocar os leigos na dimensão da horizontalidade da Igreja. E não há como outros fazerem isso a não ser os leigos. É uma questão de carisma que pede que este chamado se dirija exatamente para onde foi chamado, respeitadas a liberdade, as condições e o contexto da atuação do leigo batizado.
Todos os cristãos são chamados à santidade, cada um, porém, segundo seu carisma. E este seu carisma vai acordar a sua atuação na sociedade.
Destarte os leigos viverão o evangelho, servindo à pessoa e à sociedade. O gradiente de ações dos leigos parte de suas famílias e se estende às urgências atuais no mundo. Contudo sua ação se faz presente também nos diversos serviços da e na Igreja, por exemplo, na catequese, na liturgia, nos ministérios leigos diversos, enfim.
Portanto, os leigos se diferenciarão das outras pessoas por suas posturas e atitudes diferenciadas, por exemplo, na família, na educação dos filhos, no ambiente de trabalho, denunciando tudo o que atenta à vida que Deus quer para todos e anunciando pela sua vida que a concretude do Reino de Deus pode ser experienciada e vivida no nosso dia-a-dia.
Gilberto L. Ludwig e Arlete M. Dewes