quarta-feira, 26 de agosto de 2009

SANTOS DO MÊS

Nossa Senhora das Dores

A liturgia celebra no dia 14 de setembro a Exaltação da Cruz de Cristo e no dia 15, Nossa Senhora das Dores, devoção que remonta ao século XIII.
A celebração da cruz de Cristo se prolonga na contemplação dos sofrimentos de sua mãe. Em seus desígnios, Deus quis contar com a colaboração da humanidade para nos salvar. Maria atingiu o ponto culminante desta colaboração ao acolher em seu seio o Verbo Eterno, encarnado "por nós homens e por nossa salvação" e se prolongou na silenciosa e profícua convivência em Nazaré. Estendeu-se através do acompanhamento solícito e atento dos anos da vida pública de Jesus e, sobretudo na presença corajosa de Maria em Jerusalém, nos dias atormentados da paixão, morte e ressurreição do Senhor.
Os sofrimentos do Filho pregado na cruz encontravam perfeita ressonância no sofrimento da mãe, que o acompanhava de perto. Embora sem nada poder fazer, lhe dava o conforto de sentir-se compreendido em sua dor, e que sua morte encontrava sentido além da aparente contradição que a marcava. Ele podia confiar em seu Pai, que acolhia o seu espírito. Podia confiar em Maria que, solidária aos seus pés, lhe dava a certeza de que sua morte já estava produzindo frutos de ternura e de amor.
Aos pés da cruz, Maria representou toda a humanidade. Ela nos motiva para que também tornemos fecunda a morte do seu filho na Cruz, pela vida nova que sua redenção nos proporciona.